sábado, 2 de abril de 2011



Enquanto te sonho

perco-te a essência

enquanto fecho os olhos

já te foste

sem barulho de passos

enquanto te sonho

já só és sombra esbatida

não sei sonhar-te

apenas viver-te


14 comentários :

João Menéres disse...

Fico maravilhado, RUTE !


Um beijo.

Rute disse...

João

Os seus comentários deixam-me (quase) sempre sem palavras...
Só me resta agradecer pela sua gentileza...

1 beijo:))

João Menéres disse...

É bom que não as percas !
Como irias poetar para nosso deleite, RUTE ?

Rute disse...

João

'POETAR'...bela palavra :))...

Beijo 2

Helder Ferreira disse...

Hmmm.. não sei se desta vez concordo totalmente com a Rute. O que é bom porque a oposição gera discussão e ideias. :)

Admito que existe um risco em viver um sonho, em especial quando acordamos dele.. mas será assim tão "mau"? :)

"Não sei sonhar-te, só viver-te". Não as podemos misturar? :) Eu tenho sonhos que não me importava nada... :)

ZEKARLOS disse...

Muito bom, gosto muito deste post, a foto é muito gira e o poema lindo. Bjs e bom fds.

Remus disse...

São umas pombas respeitadoras dos sinais. :-)

A fotografia está ligeiramente inclinada para a esquerda, mas também sei que foi um momento único e de clique único.
Parabéns.

Rute disse...

Helder

Ainda não é desta vez que estamos em desacordo...o que escrevi é só uma poesia, um jogo de palavras que tem ESTE sentido, NESTE momento. Mais logo já posso escrever outra coisa a falar nas delicias do 'sonhar-te'... Adoro sonhar...então lá podemos viver sem isso?!!! ;))

1 beijo:)

Rute disse...

ZEKARLOS

Obrigada:)

Gosto muito de passarada...tenho-lhes cá uma inveja :( ...

Bom fim-de-semana tb para ti e

1 beijo:)

Rute disse...

Remus

Está inclinada, sim senhor...e não reparaste no ruído? é que desta vez ele é mesmo insuportável por vias da passarada ;)) ...

1 beijinho :)

Helder Ferreira disse...

Vou ficar à espera desse sonho.. :)

Mas entretanto e porque gostei da resposta e estamos a falar de periodo no tempo entre a noite e o dia, deixo-te um outro pensamento (se calhar um pouco rude mas foi como o senti quando o escrevi):

É entre o amanhecer.
Numa delícia de negridão
Que me começo a despir
Tornando públicas as minhas faces
Numa cruel nudez
Que me mordaça e me suspende
Por breves momentos
O contacto com a vida.

Insanidade, loucura
Vómito mental
É a verdade do mundo
Nua e crua
Despida do negro manto
E sempre, sempre ao amanhecer.

ruimnm disse...

não entro em considerações da palavra.

quanto à luz, apesar da inclinação e do ruído columbófilo, a imagem tem força e movimento e ambos os planos dialogam entre si.

Rute disse...

Helder

Não achei rude, é apenas 'nú e cru'. E mesmo que fosse rude não fazia mal nenhum, não faz também a rudeza parte da vida?

Vamos ao que verdadeiramente interessa, gostei imenso do teu poema, pela sua intensidade e pela maneira artistica como entrelaças as palavras e as ideias. É uma poesia muito incisiva e muito bela.
Devias escrever mais vezes... Parabéns :)

P.S - Obrigada pela partilha

1 beijo :)

Rute disse...

ruimnm

...não pude deixar de sorrir com o teu 'não entro em considerações da palavra' :))

Mas felizmente que por aqui pela blogosfera cada um só entra naquilo que lhe apetece...bem basta os sitios em que somos mesmo obrigados a entrar, por mais contrariados que estejamos!

Gosto muito de receber os meus visitantes quando e da maneira que lhes apetece .

Obrigada pelo teu comentário ;)

1 beijo