E porque as SAUDADES são intensas e teimam em ficar...
vou trazer para aqui um pouco mais de MAR
sábado, 9 de outubro de 2010
Olha, mas não olhes para trás
e não te mexas amiga...
Até podemos rir baixinho
mas disfarça
para ver se o tempo
que nos faz crescer
mesmo sem eu querer
se distrai de nós
e por aqui
não passa!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Vem cá! Não, vem cá tu!...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Por mais cores que desenhe para ti...
terás sempre o teu secreto
ARCO-IRÍS
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Já não sei
se sou eu
que te invento
asmãos
ou se é
o calor
que delas
deixas
em mim
que inventa
o meu corpo!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Sou uma torrente
de emoções descontroladas
que irrompem por todos os lados
que descem rua abaixo
como água fresca
sorvida directamente
da fonte da aldeia
que ainda pulsa em mim
em movimentos ténues
mas ritmados
a aldeia, a água fresca
as memórias
das emoções descontroladas
a torrente que sei lá porquê
me inunda o peito
que se agita cego e fraco
desorientado
mas meu
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Querida LURDES
A ti, que me ensinaste aler alegria nas entrelinhas da dor, dedico todas as horas deste meu (teu dia)
Penso tantas vezes em ti! Hoje ainda mais, porque farias quarenta e seis anos e eu não sei onde procurar-te para te dar um abraço de parabéns. Isso mareja-me os olhos de aflição e de saudades! É verdade, ainda não aprendi muito bem a viver sem ti. Mas isso não interessa porque sei que virás ter comigo e com quem quiser "estar" contigo, como sempre fizeste. Quando caminhava apressada nos corredores para não te deixar sozinha durante os inúmeros tratamentos, irrompia pela sala e tu sorrias ao ver-me, e apontavas a cadeira para eu me sentar. E era então, no meio da tua dor disfarçada, que me perguntavas genuinamente interessada, por toda a gente, eras minuciosa e não te esquecias de nada nem de ninguém. E sorrias e envolvias-nos, e assim te prendias à vida, enquanto te iam procurando outra veia, para poderes continuar. E assim, querida Lurdes, nunca me deixaste vacilar ao teu lado, durante doze longos anos, ao longo dos quais foste fintando a tristeza e a dor
E assim, querida Lurdes,
sentada ao teu lado,
num total incontável de horas
construimos uma sólida amizade e uma boa parte da minha robustez psicológica e da minha alegria de viver...